|
|

Após
ter cursado os estudos elementares em Castiglione e
os secundários em Pisa, inicia os estudos superiores
em pintura na “Real Academia de Arte Augusto Passaglia”,
de Lucca; aonde, após sua graduação,
em julho de 1928, substituiu como professor, o seu mestre
e orientador o pintor ANTONIO
PIO SEMEGHINI (1878-1964). Em seguida, por
cerca de um ano, estudou desenho em Florença
aperfeiçoando sua técnica em nanquim.
A
arte italiana havia vivido um período de grande
renovação nos primeiros decênios
dos anos 1900; Pennacchi, por sua vez, havia assimilado
os princípios e ensinamentos do RETORNO
A ORDEM (1919-1925)” prevalentemente classicista.
Inicialmente antipático a Pennacchi, Semeghini
se impôs não somente como o já famoso
re-leitor do pós-impressionismo, mas sim como
um grande parceiro que ao ensinar, partilhava conhecimento,
experiência e diligentemente tonificava o aperfeiçoamento
do desenho e da técnica de pintar. Apresentou
aos seus alunos a fundamentação teórica
do “Retorno a Ordem”, do “Novecento
Milanese” e “Novecento Italiano” e
os deixou livres para escolherem seus caminhos...
Quando retornava à sua terra natal, Pennacchi
reproduzia suas paisagens servindo-se de uma linguagem
naturalista e antiacadêmica, simplesmente observando
a natureza “en plein air” com sua luz e
cor, tal como fizeram os pintores da “Escola de
Barbizon e Fontainebleau” no final do século
XIX. A experiência será repetida, anos
mais tarde, com seus colegas-pintores do “Grupo
do Santa Helena”, nos arredores de São
Paulo. Executava também muitos desenhos a lápis
e a nanquim, retratando seus familiares, amigos, conhecidos
além das representações da vida
cotidiana do seu mundo rural e urbano.
São
também desse período suas primeiras pinturas
murais “a tempera”, executadas nas residências
de Pennacchi Valerio e Giannotti Aladino. Na primeira
obra, Pennacchi elaborou dois frisos perimetrais com
cerca de 60 cm de altura. O primeiro partia do grande
átrio se prolongava até a sala de visitas.
Através de figuras diáfanas de cores quase
transparentes que dançavam entre guirlandas de
hera e pâmpano, Pennacchi corporificou o mais
famoso poema de Lourenço – o Magnífico,
entitulado BACO
E ARIADNE.
Na sala de jantar, um segundo friso de folhas de louro
e acanto emoldurava o brasão familiar. Para a
sala de armas da casa Giannotti, Pennacchi criou cenas
de caça relativas à fauna local além
do retrato do então proprietário.
Desiludidos
e perseguidos pelo fascismo local, Fulvio Pennacchi
e alguns parentes próximos decidem emigrar para
o Brasil onde já viviam seus dois irmãos
e outros parentes que no final do século XIX
haviam comprado terras no Sul de Minas (Monte Sião,
Ouro Fino, Jacutinga, Borda da Mata, etc.). Quando de
sua chegada, aqueles parentes já eram grandes
plantadores de café, empregando como mão
de obra aquela “dei disperati imigranti italiani
della vanga o del piccone”. Durante a década
de 1910, Pennacchi Luigi, também ele Pennacchi
dei Cannari de Villa Collemandina, recebera o título
honorífico de “Coronel” da Guarda
Nacional e era juntamente com Júlio Bueno Brandão
(1858-1931), líder regional do Partido Republicano
Mineiro.
Partiu de Genova em 14 de junho de 1929 chegando ao
Brasil, em Santos, em 5 de julho do mesmo ano às
08h00, em plena “Crise do Café”,
subproduto daquela “quinta-feira negra”
nova-iorquina que repercutia em todo o mundo.
|
|
|
CLIQUE NA IMAGEM
PARA AMPLIAR
|
|