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Década muito laboriosa, com ativa participação em Salões e Exposições, de premiações e muitos acontecimentos; porém, de parcos resultados financeiros. A “Crise do Café” fez-se sentir em toda a década e as revoluções de 1930, 1932, 1935 e 1937 davam ao país uma atmosfera de desassossego e instabilidade econômico-financeira e política. Como conseqüência fazia-se poucas vendas.
Francesco Piccolo, na época professor de literatura italiana
da
recém criada USP-SP, dedica a Pennacchi um importante artigo –
DESCOBERTA DE UM PINTOR – após visitar a “Exposição de Pequenos Quadros” feita no Palácio das Arcadas. Juntamente com Sérgio Milliet (da Costa e Silva) compram algumas “das pequenas maravilhas que Pennacchi expôs nas Arcadas...”. Segundo Rebolo, “foi uma festa!”.
No início dos anos ’30, cria com Antello Del Debbio, uma sociedade de comunicação visual – Clamor – produzindo muitos projetos publicitários. Em março, 1932, conclui que “l’atelier Clamor” não dá resultados práticos. Em maio, 2005, o Instituto Moreira Salles através de seu Superintendente Executivo – Antonio Fernando De Franceschi – apresentou uma exposição inédita e exclusiva dos “Reclames de Fulvio Pennacchi – primórdios da propaganda brasileira” acompanhada por um detalhado catálogo para o qual colaboraram Annateresa Fabris, Silvana Brunelli Zimmermann, J. Roberto Whitaker Penteado, Gabriel Zellmeister além do próprio Antonio De Franceschi.
Inicia a colaboração com o escultor Galileo Emendabili, influenciando sua obra
Uma renda mais constante será conseqüência da compra com Antonio Gioia de um primeiro açougue (Rua Bela Cintra). Em seguida compra a parte do sócio e logo depois, juntamente com seus dois irmãos, cria uma filial (Rua Almeida Torres). Participa ativamente da administração obtendo em pouco tempo resultados satisfatórios, que permitem que ele possa dedicar-se quase que exclusivamente à sua arte.
Conhece Francisco Rebollo Gonsales com o qual divide um atelier no “Palacete Santa Helena”. A chegada de outros artistas forma, de maneira espontânea, um grupo que mais tarde será conhecido como GRUPO DO SANTA HELENA.
Revitaliza a técnica da pintura mural – VIDE CRONOLOGIA – primeiro a óleo (1936) e posteriormente afresco (1939), atividade que manterá até o final da década de 1950. |
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