imagens, de cima para baixo:
Fulvio Pennacchi em 1947
em 1942
pintando, sem data
Fulvio pintado por Aldo Bonadei
pintando, em 1948
auto retrato em 1947

 


Esta década, por força de suas múltiplas realizações, nos mostra um artista já consolidado na terra em que escolheu para viver, e fiel aos princípios de seu aprendizado (e.g.: Paris Pós-impressionista, Retorno a Ordem, Novecento, etc.), prossegue no encalço de projetos aparentemente tantalizadores. A consecução de tais projetos se deve a um artista de costumes espartanos e espírito aferrado, apesar de ensimesmado e modesto.

Durante o período serão criados o projeto e a execução da IGREJA NOSSA SRA. DA PAZ e os afrescos pertinentes à Igreja e ao Convento. Sem dúvida sua maior realização, em razão da qual Pennacchi já merece ser considerado como um dos grandes artistas atuantes no Brasil. Alguns anos mais tarde Pennacchi PROJETA E CONSTRÓI SUAS DUAS RESIDÊNCIAS e as decora com afrescos, cuidadosamente estudando e projetando móveis, luminárias, acabamentos e toda a sorte de alfaias, formando um conjunto de grande unidade.

Concomitantemente, participa de várias exposições; uma delas na Galeria Itá é sua primeira exposição individual na qual apresentou 70 obras. Produz inúmeros afrescos para as residências das mais importantes famílias paulistas, decora com afrescos o HOTEL TORIBA em Campos do Jordão baseado em temas folclóricos brasileiros; pinta afrescos na Capela do Hospital das Clínicas em São Paulo e na Catedral de Uruguaiana, escreve com maior freqüência POEMAS que abordam o cotidiano, suas lembranças, seus amigos e os temas prediletos de suas pinturas.

Entre outubro.1941 e maio,1944; mantêm “quantiosa e valiosa correspondência com sua futura esposa”, ND Filomena Maria dall’Aste Brandolini Matarazzo, que se havia transferido com sua família para a Argentina (Buenos Aires e Ascochinga - Sierras de Córdoba), nas quais, de sua parte, relata seus projetos, obras e frequentemente envia pequenos guaches delicadamente coloridos. Das 600 cartas trocadas entre os eles, somente 300+ ainda existem e, no momento, estão sendo traduzidas já apresentando elucidações importantes sobre o percurso do artista, a vida artística de São Paulo e a sua própria.

Em 1946 Fulvio Pennacchi casou-se com a N.D. Filomena Maria dall’Aste Brandolini Matarazzo, na capela particular dos tios Conde Andrea Matarazzo e Amália Cintra Ferreira 1. Frei Emilio Wienk, na época “diretor espiritual” de Filomena, oficiou o enlace. Da união que durou 47 anos, nasceram oito filhos; hoje com inúmera descendência.

 

NOTA
1 Amália Cintra Ferreira Matarazzo (1887-1958) foi esposa do Conde Andrea Matarazzo e nora do conde Francesco Matarazzo, avó materna do senador Eduardo Suplicy. Fez seus estudos no Colégio Nossa Senhora do Patrocínio, cidade de Itu. Exerceu intensa atividade assistencial, deixando seu nome ligado a beneméritas instituições desta Capital. Foi fundadora e presidente da Liga das Senhoras Católicas, fundadora e diretora do Instituto Santa Amália, presidente da Fundação Loyola e fundadora do Dispensário São José. Colaborou também com centenas de outras obras assistenciais em todo o território brasileiro. Foi agraciada pelo governo italiano com a medalha “Stella della Solidarietá Italiana.”


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