imagens, de cima para baixo:
carteira de estrangeiro, 1987
Fulvio, em 1980
Fulvio, em 1983
Fulvio no ateier, em 1980
Fulvio, em 1982
Fulvio no atelier, sem data
assinatura do artista nos anos 80


A década de 1980 é também caracterizada pela participação de Pennacchi em inúmeras exposições individuais e coletivas. O ciclo de comemorações do cinqüentenário de sua chegada ao Brasil (1929-1979), se estende pelo inicio dos anos ’80 com outras mostras e com o lançamento de um segundo livro, intitulado “Pennacchi” escrito por P. M. Bardi.

O artista toscano por força de sua grande pintura, de seus desenhos sutilíssimos, esculturas inventivas, e “fresquista” único, conquista seu lugar no cenário das artes em nosso país. E continua a produzir com domínio amplo e absoluto do desenho e perfeita harmonização das cores. Fascinado pelo mundo simples dos humildes do Brasil e quase sempre retratando cenas concordantes com aquele mundo, Pennacchi não é um pintor “naïf”, pois sua habilidade técnica se faz sempre presente, tanto nas grandes como pequenas composições; mas, como já dissemos, através do anos paulatinamente o endereço de suas obras vinha assumindo um caráter que, a primeira vista, poderia se considerar “primitivo”.

Talvez movida pela maturidade e reconhecimento de seu trabalho,
a PRESERVAÇÃO DE SUA OBRA MURAL sempre a cargo do Engº Paulo Sproviero, que havia se iniciado em 1976 (Rua Polônia) 1982 (Rua Cravinhos) continuou em 1984. A Construtora Chap-Chap e a família Emendabili reuniram esforços para salvar algumas paredes das duas casas que seriam destruídas para dar lugar a um novo edifício (Rua Maria Figueiredo).

1985 marca seu octogésimo aniversário e, grosso modo, 60 anos de atividades artísticas, já que os murais a têmpera executados na Garfagnana, sua terra natal, foram feitos no período 1925-1927. Novas mostras individuais... .
“Nesses anos não consegue acompanhar a demanda de obras com sua assinatura” - depoimento de sua filha Giovanna Pennacchi ao autor deste trabalho.

Em 1989 realiza sua última exposição individual em vida, concomitante com o lançamento de um terceiro livro – “Ofício de Pennacchi”. No livro, também escrito por Valerio Pennacchi, a obra do artista é apresentada em suas específicas técnicas; Afescos, Pinturas, Desenhos, Cerâmicas e Arquitetura

Mesmo nas suas últimas obras percebe-se um desenho simples e definido, cores claras e alegres criteriosamente balanceadas por um “pintor sabidíssimo” que assim compõe seus temas populares e ingênuos.


NOTA
a imagem-ícone da década é original da década de 50, auto retrato, retrabalhado pelo artista na década de 80.


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